
Faz um bom tempo que nao escrevo, talvez porque faltasse tempo ou inspiracao necessaria. Tenho ido todas as semanas ao cinema, e sabe, minha amiga gosta de filmes dos anos 20 e 30 e e' fascinada pela Guerra Mundial, e toda a semana eu venho com uma sensacao apertada no meu coracao, eu nao saio com a sensacao leve do cinema, nao saio tao pouco com um sorriso, acredito que no Valkyrie sai com a sensacao de que iriam atirar em mim, ai Jesus (nao o Jesus da Madonna, por favor!), o outro filme que assisti com a Kate Winslet e o Leonardo Caprio (ambos com impecaveis representacoes) me fizeram pior, que as pedrinhas nos meus rins se manifestaram na manha seguinte. Mas na semana passada, por milagre, fomos assistir um dos meus filmes, no fundo eu sei que acabou nao gostando, sinto muito, nao ia ceder dessa vez, nao queria de jeito nenhum sair com o peso de todas as almas mortas e massacradas de um filme, e entao assistimos 'He's just not that into you'. Uma leveza se levantou em meu corpo.
De certa forma, profileferamos a violencia, pois existem versoes de violencia, e a revolucao primeiro comeca dentro de nos para que se propague no mundo exterior, o que vemos ai, e' apenas a dimensao de todos os nossos sentimentos negativos, nao e' nada apenas que esteja no fundo de todos nos, vivemos uma guerra interna, pagamos para ir ao cinema e reviver mutilacoes, assistir genocidios, abortos, pedofilia. Felizmente eu nao quero ser mais uma, nao quero assitir a essa guerra civil, mundial, pessoal.
Sou uma pessoa otimista, nao gosto de amores mal resolvidos, gosto de tudo bem explicadinho, nao aprecio a rotina, gosto do inusitado e do diferente, do detalhe que faz a diferenca, sou livre, sou humana, nao gosto de jogar com as pessoas pois essas nao sao cassino se eu quiser jogar vou para Las Vegas que e' mais bem divertido, nao seria nunca uma medica, pois nao gosto de ter a vida de ninguem nas minhas maos, tenho sim, minhas palavras que jogadas ao ar ou mergulhadas no oceano transpiram sentimentos, detesto pessoas que nao se envolvem, quando amo, brigo, defendo, mas amo intensamente, amor nao e' explicado, e' sentido e e' divino, ao contrario de relacionamentos, esses sim sao analisados, a essencia do amor nunca muda, mas a do relacionamento muda. Compreendo o vazio da alma, e esse nao e' necessario que ninguem preencha, apenas Deus pode! Ninguem completa ninguem, as pessoas apenas nos adicionam.
Tenho analisado ultimamente a verocidade dos relacionamentos atraves de filmes, letras de musicas, experiencias; e a conclusao que cheguei essa semana, foi que quando algo se quebra, nao se quebra da mesma maneira do outro lado, e que as vezes podemos ser a regra como podemos ser a excecao, e quando paramos de amar, paramos de nos importar, se entao ele nao esta dormindo com voce, ligando para voce, sendo romantico ou vice-versa, tente conversar, do contrario nao se iluda, parta para outra, nem se essa outra ou outro for voce mesmo, a vida e' muito curta e seria muito chata se fosse planejada minuciosamente, embora conheca pessoas que facam isso.
A vida e' um acidente de acasos, maridos, esposas, empregos, e ate' paises...
Acredite!
Enfim, estou tentando virar indie, ouvindo mais Kings of Leon, no que for, vejo voces na proxima postagem!
Beijocas mil!
